Delegada Elaine Fernandes, da Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), durante coletiva de imprensa que apresentou William Neto, o quarto suspeito de envolvimento na morte da servidora Sandra Regina de Siqueira, que a família do rapaz não tem que ser responsabilizado pelo crime que ele cometeu.
Como divulgado pelo GD, William, preso na manhã de sexta-feira (12), era considerado um membro da família de Sandra, já que ela e a mãe do suspeito eram amigas íntimas e, inclusive, moravam próximas, no mesmo bairro.
“A de se deixar bem claro a questão familiar. Os pais direcionam o comportamento dos filhos, mas não devem ser responsailizados caso eles escolham o caminho do crime”, disse.
Como lembrou Fernandes, na hora da prisão, em que a equipe da investigadores da Derf chegaram na casa da mãe do suspeito, ela ficou devastada e chegou a passar mal.
“Ela ficou devastada, era amiga de Sandra, amiga mesmo. Ela ficou incrédula quando, passou mal, quando soube que o filho foi o informante da morte da amiga”.
Segundo a delegada, não é hora para julgamentos. William está preso, será indiciado por latrocínio e associação criminosa.
“Não devemos julgar a família. Claro que tem família que acoberta e se torna cumplíce de atos criminosos, mas não é esse caso. Estamos falando de uma família de bem e trabalhadora”.
“Passou a fita”
Quando apresentado à imprensa, William disse estar arrependido, pediu perdão à família da vítima e também para a mãe, quem ele disse amar.
Afirmou ainda que desconhecia o comparsa, mas que foi procurado por um deles via WhatsApp, para trocar uma ideia sobre possíveis vítimas.
“Ele foi procurado pelo Maikon Douglas Alves dos Santos – que já está preso -, que pediu um canal, um local para eles cometerem o crime. Ele disse que sabia de uma mulher que guardava R$ 40 mil em joias em casa”, disse a delegada.
Além de William, seguem presos: Maikon Douglas, André Luiz Gomes e Jordão Rodrigues Neto.